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29 de abril de 2021 Artigos0

Texto originalmente publicado pelo Instituto Neuro Saber.

A terapia ocupacional ajuda as pessoas a superar desafios referentes a dificuldades na realização das atividades diárias.

O terapeuta ocupacional ajuda pacientes com lesões, doenças ou deficiências a se desenvolverem, recuperar e melhorar as habilidades necessárias para a vida diária, a aprendizagem e o trabalho.

O terapeuta ocupacional (TO) ajuda pessoas de todas as idades a superar dificuldades físicas ou doenças para realizar atividades cotidianas. Sua atuação vai desde uma avaliação na casa do paciente para criar um ambiente de vida seguro até ajudar nas tarefas diárias, como se vestir, comer, fazer tarefas escolares, dirigir, etc.

Entende melhor o que faz a terapia ocupacional, neste artigo.

A terapia ocupacional

Um terapeuta ocupacional observa os pacientes realizando tarefas, faz perguntas e analisa seu histórico médico. Usa essas informações para avaliar sua condição e suas necessidades e estabelece um plano de tratamento com atividades e metas específicas.

O TO ajuda pessoas com diferentes deficiências em várias tarefas, como também uma pessoa mais velha com memória fraca a usar um computador ou uma criança com autismo nas atividades lúdicas. Através de exercícios, também ajudam a aliviar a dor de pessoas com doenças crônicas, como alongamentos para quem sofre de artrite, por exemplo.

Da mesma forma, pacientes com deficiências permanentes, como paralisia cerebral, muitas vezes, precisam de ajuda para realizar tarefas diárias. Nesses casos, os terapeutas ocupacionais ensinam a usar equipamentos adaptativos adequados, como muletas e cadeiras de rodas.

O que faz o terapeuta ocupacional

Alguns terapeutas ocupacionais trabalham em ambientes educacionais com crianças, individualmente ou em grupos. Avaliam as habilidades de crianças com deficiência, modificam o equipamento da sala de aula e as ajudam a participar das atividades escolares.

Alguns terapeutas oferecem intervenção precoce para bebês e crianças pequenas que têm, ou correm o risco de ter, atrasos no desenvolvimento.

Os terapeutas ocupacionais que trabalham com idosos ajudam seus pacientes a ter uma vida mais independente e ativa. Avaliam as habilidades e o ambiente do paciente e fazem recomendações, como o uso de equipamentos adaptáveis ​​ou a identificação e remoção de possíveis riscos de queda em casa.

Em alguns casos, os terapeutas ocupacionais ajudam os pacientes a criar ambientes de trabalho funcionais. Avaliam o espaço de trabalho, planejam atividades e se reúnem com o empregador do paciente para colaborar nas mudanças no ambiente de trabalho.

Os terapeutas ocupacionais também atuam em ambientes de saúde mental, ajudando pacientes com transtornos de desenvolvimento, doenças mentais e problemas emocionais. Ajudam esses pacientes a realizar atividades cotidianas, ensinando habilidades como gerenciamento de tempo, uso de transporte público e tarefas domésticas.

Além disso, os terapeutas podem trabalhar com indivíduos com problemas como abuso de drogas, alcoolismo, depressão ou outros transtornos. Em hospitais ou consultórios médicos, trabalham como parte de uma equipe de saúde, com médicos, enfermeiras e outros terapeutas. Podem também supervisionar assistentes e assessores de terapia ocupacional.

Como a terapia ocupacional ajuda

Um terapeuta ocupacional verifica as habilidades físicas, como força, equilíbrio e coordenação; mentais, como memória, estratégias de enfrentamento e organizacionais de seus pacientes.

A terapia ocupacional ajuda a superar dificuldades, educar ou instruir sobre como fazer as atividades com as habilidades que a pessoa possui, por exemplo, locomover-se em uma cadeira de rodas.

O TO também sugere atividades que ajudam o paciente a melhorar ou manter as habilidades que possui, por exemplo, melhorando suas estratégias de enfrentamento em diversas situações.

Os terapeutas ocupacionais não apenas ajudam a superar as barreiras, mas também a prevenir internações hospitalares desnecessárias e readmissões; mudanças prematuras para uma casa de repouso; acidentes de trabalho devido ao mau posicionamento da estação de trabalho e outras tensões organizacionais; abandono escolar devido à falta de atenção ou dificuldades de leitura e escrita; desemprego entre pessoas com deficiência de desenvolvimento ou doença mental.

Agora que você já sabe um pouco mais sobre o que faz um terapeuta ocupacional, compartilhe este artigo em suas redes e ajude outras pessoas!

Referências:

CARVALHO, Claudia Reinoso Araújo. A Identidade Profissional dos Terapeutas Ocupacionais: considerações a partir do conceito de estigma de Erving Goffman.

Site do Instituto Neuro Saber: https://institutoneurosaber.com.br

Gostaria de saber mais ? Contamos com uma equipe de profissionais focados na área de Terapia Ocupacional, entre em contato conosco para conhecer mais detalhes para aproveitar todos os benefícios dessa modalidade de terapia.

 


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16 de abril de 2021 Artigos0

Sua Voz Diz Muito Sobre Você é o tema da Campanha Amigos da Voz 2021

Hoje é 16 de abril,  Dia Mundial da Voz, data em que a Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia e o Sistema de Conselhos de Fonoaudiologia aproveitam para promover a Campanha Amigos da Voz, que em 2021 completa a sua 16a edição com o tema “Sua Voz Diz Muito Sobre Você”.

Promovida pela Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, campanha chama a atenção para relação de identidade e voz no contexto social e disfunções que podem indicar problemas de saúde.

“Neste ano, a Campanha Amigos da Voz quer chamar a atenção das pessoas para a identidade vocal. A voz de cada um de nós diz muito sobre nossa personalidade e nossa história, ela impacta nossos relacionamentos e pode, inclusive, colaborar para o sucesso profissional. É importante lembrar que alterações vocais podem sinalizar a presença de doenças neurológicas (por exemplo, Doença de Parkinson), refluxo gastroesofágico ou até mesmo câncer de laringe, o que também afeta a questão da identidade vocal. Por isso, é importante estarmos atentos e conscientes das características de nossa voz”, relata a fonoaudióloga coordenadora do Departamento de Voz da SBFa, dr.ª Lívia Lima.

Conte sempre com nossa equipe de Fonoaudiologia para cuidar desse bem tão preciso em nossas vidas, para mais detalhes sobre a campanha, acesse:

https://www.sbfa.org.br/portal2017/campanhas/voz/


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1 de março de 2021 Artigos0

Prezados,

A clínica AELIUS comunica que manterá seu funcionamento normal, com atendimento presencial, teleatendimento para aqueles que já fazem uso dessa modalidade e, também, para aqueles que assim necessitarem.

Estamos atentos às normas do MS e da OMS de prevenção à proliferação do coronavírus.

Visando zelar pela saúde de todos solicitamos que venha apenas um acompanhante por cliente, mantenham o uso de máscaras e o distanciamento recomendado, no interior da clínica.

Pedimos, também, que no caso de suspeita de adoecimento faça contato com a clínica para remarcar seus agendamentos.

Atenciosamente,

José Magnos
Diretor


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23 de fevereiro de 2021 Artigos0

Visando sempre o bem estar de seus clientes e parceiros, a Aelius continua evoluindo e agora conta com Evokadus, um equipamento com tecnologia de ponta, permite a realização de diversos exames com precisão e conforto a pacientes de todas as idades, a seguir destacamos 2 novos exames disponíveis em nossa clínica:

P300 – (Potencial evocado auditivo de longa latência) É um exame que avalia a capacidade cognitiva , atenção e memória, auxiliando no diagnóstico de disfunção cognitiva e condições psiquiátricas. A avaliação do P300 é a forma objetiva de quantificar os distúrbios do processamento auditivo central e acompanhar os resultados do tratamento desses distúrbios. O exame é indolor e feito com eletrodos de superfície posicionados sobre a cabeça, após uma minuciosa limpeza de pele. A pessoa é exposta a estímulos acústicos de dois tipos de freqüências, sendo que um deles será apresentando raramente, este último é instruído ao paciente que ele conte a quantidade de vezes que ele ouvir e ser informado ao profissional no final do teste.O exame pode ser realizado em crianças a partir de 7 anos de idade e a pessoa precisa estar descansada e acordada.

 

 

PEATE OU BERA – A pesquisa do Peate permite a obtenção da atividade eletrofisiológica do sistema auditivo,mapeando as sinapses das vias auditivas desde o nervo coclear, os núcleos cocleares, o complexo olivar superior, na região da ponte e o núcleo do lemnisco lateral até o colículo inferior em nível do mesencéfalo. Para registro do Peate, utilizam-se eletrodos de superfície aplicados sobre os lóbulos do paciente ou mastóide e a fronte. Trata-se de um teste objetivo, no qual não há necessidade de sedação em adultos ou crianças cooperativas, embora, quando utilizada, não altera o resultado do exame. O paciente é instruído a ficar quieto e o mais relaxado possível, pois contrações musculares pode atrapalhar o registro das informações. Crianças pequenas e bebês devem estar dormindo ou sonolentas para que o exame apresente uma melhor qualidade. È indicado para avaliar a audição quando os demais testes audiométricos não são possíveis ou inconclusivos, para a triagem de recém-nascidos de alto risco ou quando é indicador de risco para a deficiência auditiva, para identificação de tumores, neuropatia auditiva etc.

Arquivo Complementar:
Vídeo de apresentação

Fotos: Freepik , Contronic e Canvas.

 

 


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14 de junho de 2018 Artigos0

Muitos pais, orientados pela escola, chegam até nós querendo saber: o que psicopedagogo faz exatamente? Por que meu filho precisa de um? Para quê? O que está acontecendo? São muitas interrogações.

O que vemos é que, assim como no século XIX, quando os pais levavam as crianças com problemas de aprendizagem aos médicos, atualmente, a primeira atitude da família, preocupada com as dificuldades que o filho está apresentando na escola, é levá-lo a uma consulta médica.

É claro que não podemos desvalorizar a importância de consultas pediátricas regulares e da realização de exames fundamentais como de visão e audição, a fim de se descartar problemas nestas áreas, que, com certeza, trariam consequências para a aprendizagem. Contudo, infelizmente, vários pais, ainda, esperam alguns anos escolares para nos procurar, ampliando, com isso, os entraves na aprendizagem dos filhos.

Os primeiros Centros Psicopedagógicos foram fundados na Europa, em 1946. Inicialmente, de natureza médico-pedagógica, faziam parte da equipe: médicos, psicólogos, psicanalistas e pedagogos. Esta experiência europeia influenciou substancialmente a Argentina, que por sua vez, inspirou a práxis brasileira, iniciada na década de 70.

Segundo Visca, a Psicopedagogia nasceu como uma atividade empírica, subsidiada pela Medicina e Psicologia, devido à necessidade de atender crianças com dificuldades de aprendizagem. Posteriormente, formou-se como um conhecimento independente e complementar, possuída de um objeto de estudo, denominado de processo de aprendizagem, e de recursos diagnósticos, corretores e preventivos próprios.

A Psicopedagogia, portanto, é um ramo de conhecimento de caráter inter e transdisciplinar que se dedica ao processo de aprendizagem humana levando em consideração o sujeito, a família, a escola, a sociedade e o contexto sócio-histórico, utilizando métodos, procedimentos e recursos específicos, fundamentados em diferentes referenciais teóricos. De acordo com a Associação Brasileira de Psicopedagogia, o objetivo da área é promover a aprendizagem, contribuindo para os processos de inclusão escolar e social; compreender e propor ações frente às dificuldades de aprendizagem; mediar conflitos relacionados aos processos de aprendizagem; articular a ação psicopedagógica com profissionais de áreas afins, para atuar em diferentes ambientes de aprendizagem. Desse modo, conforme afirma Rubinstein, a prática Psicopedagógica vem delineando duas formas básicas de atuação: a clínica, mais voltada para a terapêutica (recuperação), e a institucional, mais dedicada à prevenção, como já vemos, nos dias de hoje, em escolas, empresas e hospitais.

Como o conhecimento é adquirido continuamente, pelo sujeito- aprendente, não só no ambiente escolar, mas no decurso da vida, a Psicopedagogia pode auxiliar em vários âmbitos de aprendizagem e em diversas áreas da atividade humana. Lembrando que, como declara Paín, existem dois tipos de condições para a aprendizagem: as externas, que definem o campo do estímulo, e as internas que definem o sujeito.

Dentre os procedimentos que utilizamos na prática clínica psicopedagógica estão a avaliação e a intervenção psicopedagógicas. A primeira, realizada em, no mínimo, oito sessões, destina-se à investigação dos obstáculos e queixas que se apresentam nos sujeitos com dificuldades de aprendizagem e o impedem de crescer na aprendizagem no nível previsto pelo meio social. Os obstáculos manifestam-se por meio de sintomas tais como: baixo rendimento escolar, falta de concentração, agitação, agressividade, ansiedade, entre outros. Ao término da avaliação, o terapeuta compartilhará com os pais ou responsáveis o informe psicopedagógico que tem por finalidade resumir as conclusões a que se chegou na busca de respostas às perguntas que motivaram o diagnóstico. A segunda, a intervenção psicopedagógica, atua diretamente nos problemas detectados na avaliação realizada. Após a devolutiva aos pais, paciente e escola com a entrega do informe psicopedagógico e orientações para condução da aprendizagem na família e na escola, fazemos um plano ou programa de intervenção, com o objetivo de organizar as ações remediativas.

Na intervenção, o psicopedagogo dará suporte ao aluno-paciente por meio de mediações planejadas e estratégias remediadoras, de acordo com as necessidades, conduzindo-o ao conhecimento das habilidades, capacidades e formas de aprender. Fará uso de jogos educativos, tecnológicos, vídeos, brincadeiras, desenhos, construções, confecções, músicas, atividades psicomotoras, que permearão as áreas de alfabetização, leitura, linguagem, escrita, ortografia, matemática, estimulação cognitiva, facilitando o processo de aprendizagem do aprendente. Vale lembrar que a tarefa diagnóstica não termina com o relatório psicopedagógico. Na verdade, ela consiste em processo contínuo, pois a investigação das causas das dificuldades prossegue durante todo o trabalho de intervenção. Portanto, como enfatiza Weiss, o atendimento psicopedagógico possibilitará a intervenção direta e o apoio permanente para possíveis mudanças de conduta do aluno-paciente. Com a família e a escola realizamos uma troca contínua com a orientação possível.

Finalizando, gostaria de tranquilizar a família e o paciente que se encontram ansiosos e preocupados com a situação vivenciada, no momento, enfatizando que terão o apoio e as orientações necessárias para que os obstáculos à aprendizagem sejam superados, observando-se as características individuais. Saliento, ainda, que atuamos de forma multidisciplinar porque acreditamos na formação integral do ser humano visando ao desenvolvimento pleno de suas potencialidades. Portanto, a atuação psicopedagógica é permeada por um trabalho de equipe, com profissionais das áreas de Psicologia, Fonoaudiologia, Psicomotricidade e Pedagogia.

Por Gisele Junker

Referências:
– ABPp – Código de Ética do Psicopedagogo.
– FERNÁNDEZ, Alícia. A inteligência aprisionada – abordagem psicopedagógica clínica da criança e sua família. Artes Médicas, 1991.
– PAIN, Sara. Diagnóstico e tratamento dos problemas de aprendizagem. Artes Médicas, 1985.
-PORTO, Olívia. Bases da Psicopedagogia – Diagnóstico e intervenção nos problemas de aprendizagem. Wak, 2011.
– SAMPAIO, Simaia. Manual Prático do Diagnóstico Psicopedagógico Clínico. Wak, 2014.
– SCOZ, Beatriz J. L. et al. Psicopedagogia: o caráter interdisciplinar na formação e atuação profissional. Artes Médicas, 1990.
– VISCA, Jorge. Clínica Psicopedagógica. Epistemologia Convergente. Porto Alegre, Artes Médicas, 1987.
-WEISS, Maria Lucia Lemme. Psicopedagogia Clínica: uma visão diagnóstica dos problemas de aprendizagem escolar. Lamparina, 2012.


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10 de junho de 2018 Artigos0

Os profissionais da Aelius acreditam no potencial do ser humano para superar desafios e desenvolver habilidades. Desde os primeiros passos na vida, é possível ultrapassar limites, a partir do incentivo, da motivação e do apoio especializado. Assim, a Clínica oferece o atendimento psicopedagógico, que busca identificar os motivos que levam crianças, adolescentes e adultos a obter resultados insuficientes no processo de aprendizagem.
O serviço possibilita avaliar, investigar e identificar as áreas que interferem no aprendizado e as inter-relações com fatores emocionais, sociais, pedagógicos e orgânicos, levando-se em consideração o sujeito, a família, a escola, a sociedade e o contexto sócio-histórico.

O trabalho oferecido na Aelius é para as pessoas, diagnosticadas ou não, que apresentam dificuldades na área. Dentre elas, o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), Distúrbio do Processamento Auditivo Central (DPAC), síndromes, autismo, deficiência intelectual e transtornos específicos, com prejuízos na leitura, escrita e Matemática, como a dislexia. “Pais e professores devem unir-se, em esforço constante e diário, para compreender e respeitar a criança, possibilitando que as potencialidades sejam conservadas e desenvolvidas dentro do que ela é capaz de oferecer”, destaca a psicopedagoga Gisele Junker.

Assim, a educadora defende que é necessário que haja canal eficiente de comunicação entre família, escola e psicopedagoga, e que as orientações dadas pela profissional sejam consideradas, na parceria em favor dos aprendizes. Nesse sentido, Gisele atua, também, de maneira preventiva e articula a ação psicopedagógica com profissionais de áreas afins, em abordagem integrada.

Diferenciais do atendimento psicopedagógico na Aelius:

  • A avaliação e intervenção Psicopedagógicas podem ser realizadas para crianças estrangeiras que falam inglês e crianças surdas que utilizam a Libras.
  • As crianças com dificuldades na alfabetização são alfabetizadas pelo método fônico, que é o mais eficaz comprovado cientificamente.
  • Intervenção fonológica para dislexia e transtornos de aprendizagem.
  • Estimulação precoce na primeira infância.
  • Reeducação funcional da Síndrome da Deficiência Postural (SDP).
  • Avaliação Psicopedagógica e interdisciplinar com a Psicologia e Fonoaudiologia.

Saiba mais sobre o serviço. Marque a sua consulta.
Esperamos por você na Aelius!


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9 de junho de 2018 Artigos0

A Avaliação Psicológica, segundo o professor Claudio S. Hutz, em editorial publicado em 2002, é uma relevante contribuição da psicologia para indivíduos, instituições e a sociedade, pautada na capacidade de prover recursos que proporcionem melhorias significativas nos diversos setores da sociedade e no cotidiano das pessoas. Para tanto, desde a metade da década de 90, a prática da Avaliação Psicológica é motivo de intensas discussões e mudanças para ajustar-se às necessidades da população.

A criação do Sistema de Avaliação de Testes Psicológicos (SATEPSI), em 2003, é um marco de grande relevância, por normatizar o uso dos testes, bem como definir normas para criação de novos. Do movimento iniciado na década de 90, sucederam consequências como o aumento do número de publicações sobre o tema, discussão acerca do conteúdo curricular dos cursos de psicologia e a inclusão de novas temáticas a serem avaliadas.

A Avaliação Psicológica consiste em processo que envolve as dimensões biopsicossocial do homem, nas diversas etapas da vida. Para tanto, faz uso de testes psicológicos, história de vida, realidade em que a pessoa está inserida, características da personalidade, funcionamento cognitivo e avaliação clínica.
Ela abrange diversas áreas da vida humana e, de acordo com a área ou finalidade a que se destina, segue critérios e procedimentos distintos. Se o objetivo é avaliar uma criança com queixa de dificuldade escolar (avaliação neuropsicológica) o foco está nas funções cognitivas e como as alterações modificam o comportamento da criança, a capacidade de reter informações e aplicá-las em soluções de problemas, organizar as ideias e transmiti-las, por meios orais e da escrita.

Porém, não descarta fatores sociais, da personalidade e de autopercepção, pois mesmo que eles não alterem o funcionamento cognitivo podem interferir na autoimagem e no nível de tensão com que a criança e o adolescente lidam com as demandas, alterando, portanto, a eficiência escolar.

Nestas circunstâncias, além de responder quais são as potencialidades da criança, a avaliação deve orientar quais são as intervenções necessárias para ajudá-la a superar as limitações, as possibilidades de estimulação cognitivas e outras intervenções que possibilitem que ela melhore o desempenho acadêmico. Nesse caso, a Avaliação deve indicar os caminhos a serem seguidos pela família e escola. É de fundamental importância destacar que em queixas de problemas de aprendizagem a avaliação não pode ser feita unilateralmente. Por ser de ampla complexidade, envolve vários seguimentos do conhecimento (Psicologia, Medicina, Fonoaudiologia e Pedagogia), logo o olhar deve ser multi e interdisciplinar e a solução depende do empenho conjunto dos profissionais aliado a família.

Pode ter como objetivo responder a questionamentos feitos por terceiros. Se for em contexto jurídico, a avaliação será pericial, sem a obrigatoriedade de sugerir procedimentos, orientar a família ou propor outro procedimento subsequente. Nessas situações, o papel do psicólogo é responder ao questionamento e fundamentar a resposta com conceitos sólidos associados aos resultados obtidos por meio dos testes utilizados para investigar a queixa. As aplicações são as mais variadas, desde avaliação cognitiva para identificar processos demenciais, que limitam a pessoa para responder por si e por seus bens, até responder se uma pessoa tem sanidade mental para imputação de culpa, passando por investigação de abusos sexuais e de violência física, entre outras.

A seleção de pessoal para órgãos e empresas públicos ou empresas privadas, forças policiais e militares constitui outro contexto de uso da Avaliação Psicológica que se destina a identificar características pessoais de acordo com o perfil estabelecido para o cargo em seleção. A avaliação para o porte de armas, a aquisição da Carteira Nacional de Habilitação e a seleção de pilotos de aeronaves são outros campos de atuação.

Em casos de seleção, o trabalho do psicólogo é identificar as pessoas que apresentam perfis compatíveis com o do cargo. Nas demais situações, mapear as exceções que não estão aptas para o exercício das atividades.

Recentemente, o relatório psicológico tornou-se peça obrigatória do processo que avalia a viabilidade de realização de cirurgia bariátrica em pessoas que buscam resolver problemas de excesso de peso. Por se tratar de procedimento que gera grandes mudanças no hábito de vida, a avaliação visa identificar inúmeras formas de tensões internas e externas enfrentadas pelo candidato, possíveis compulsões e processos ansiosos ou depressivos que interferem no pós-cirúrgico. Aqui, cabe ao psicólogo investigar as fragilidades do candidato à cirurgia e sugerir procedimentos que o torne mais capacitado a lidar com as mudanças.

Os tipos de testes e técnicas a serem utilizados dependem da necessidade, porém as principais categorias estão classificadas na avaliação da personalidade, das habilidades sociais, da inteligência, habilidades matemáticas, habilidades de leitura e de escrita e maturidade cognitiva.

Ressalta-se que a Avaliação Psicológica sinaliza para condições em um dado momento da vida de uma pessoa e que, mesmo quando o foco da avaliação é a personalidade ou psicodiagnóstico, que tem caráter mais estrutural ou duradouro, ela não estabelece resultado imutável ou permanente. Dado o fato de que estamos em constante mudança e frequente adaptação às circunstâncias do meio e às necessidades afetivas, psíquicas e orgânicas, nada é encontrado, em uma avaliação, que possa ter o carácter de permanente, que não possa ser potencializado ou que não haja intervenções psicológicas e de outras áreas afins, que não possam alterar o prognóstico.

Cabe enfatizar, ainda, que a Avaliação Psicológica tem ao menos três fundamentos básicos, que a orientam e devem ser do domínio do profissional. Primeiro, a Avaliação Psicológica deve estar em sintonia com cada contexto e usar recursos adequados a cada necessidade. Aqui, o referencial que diz que instrumentos devem ser utilizados é a necessidade do avaliando; segundo, ela está presente em todas as atividades inerentes à prática do psicólogo (psicoterapêutica, hospitalar, escolar, jurídica, assim por diante); terceiro, que tem no conhecimento clínico associado ao conhecimento amplo acerca do teste/instrumento/técnica e sua teoria de base sua sustentação (clínico aqui se refere ao funcionamento psíquico, sua organização e as manifestações expressas na interação com as pessoas, com o meio, com o mundo e que dele decorrem) e a garantia do bom uso desta ferramenta de grande utilidade para os diversos segmentos sociais.

Atenta às mudanças no âmbito social, nos mais variados contextos da vida humana, a Psicologia se põe como um farol a apontar o caminho em meio às incertezas que surgem das mudanças. Ao buscar, a cada dia, se aprimorar e oferecer diversas formas de intervenções, pauta-se na valorização da pessoa, sua subjetividade e necessidades psíquicas. Baseada nesses valores, a Psicologia tem na Avaliação Psicológica uma ferramenta de relevância para identificar limitações e planejar intervenções capazes de proporcionar o aprimoramento das habilidades humanas, cognitivas, afetivas, relacionais, proporcionando-lhe oportunidades de desenvolvimento pessoal.

Referências
NORONHA, Ana Paula Porto. Os problemas mais graves e mais frequentes no uso dos testes psicológicos. Psicologia: reflexão e crítica, v. 15, n. 1, p. 135-142, 2002.
NORONHA, Ana Paula Porto; REPPOLD, Caroline Tozzi. Considerações sobre a avaliação psicológica no Brasil. Psicologia Ciência e Profissão, v. 30, n. Esp., 2010.
NUNES, C. et al. Importância da especificação dos contextos de aplicação e propósitos nos manuais de testes psicológicos. Ano da avaliação psicológica–textos geradores, p. 59-63, 2011.


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3 de junho de 2018 Artigos0

Psicomotricidade, segundo a Associação Brasileira de Psicomotricidade¹, é a ciência que estuda o homem e suas relações com os mundos internos e externos, por meio do corpo em movimento. Isso significa que o profissional da área reconhece, no movimento e nas respostas aos jogos, a forma como o indivíduo organiza o pensamento e se relaciona.

São oferecidas ferramentas que demonstram como a criança está se desenvolvendo, como é a resposta a determinados estímulos, como vai o desenvolvimento motor, cognitivo e afetivo. Essas são as bases da compreensão psicomotora. Na clínica infantil, o psicólogo pode propor jogos e atividades nos quais o público infantil utilize o corpo para responder. E a forma como isso ocorre pode auxiliar na compreensão do motivo que levou o paciente à clínica.
Os estudos² demonstram que crianças com atrasos no desenvolvimento psicomotor encontram maior dificuldade na aprendizagem da leitura e da escrita (Silva, Oliveira e Ciasca, 2017). A informação é fundamental, porque apresenta a importância de se trabalhar atividades psicomotoras desde os anos iniciais. Quando o atendido não consegue fazer movimentos amplos, por exemplo, um arremesso de bolinha, como poderia pedir que ele apresente uma letra cursiva, que é um movimento de coordenação motora fina?

Quando eu me proponho a trazer a Psicomotricidade para a Clínica de Psicologia Infantil, apresento uma proposta que vai além do lúdico, que é necessário ao atendimento terapêutico para crianças, algo que supera os significados dos jogos tradicionais. A ideia é resgatar o movimento dos jogos infantis, o contato com o chão, trabalhar a coordenação motora e o senso espacial com jogos básicos como arremesso de argola ou um simples peão. É brincar com cores, formas, cheiros, texturas e permitir que a criança reconheça os limites e possibilidades do corpo, em um trabalho para o desenvolvimento da autoestima saudável.

¹ Site da Associação Brasileira de Psicomotricidade: www.psicomotricidade.com.br
² SILVA, Samara Lilian Zulian Ruas da, Oliveira, Maria Carolina Camargo de, & Ciasca, Sylvia Maria. (2017). Desempenho percepto-motor, psicomotor e intelectual de escolares com queixa de dificuldade de aprendizagem. Revista Psicopedagogia, 34(103), 33-44. Recuperado em 31 de agosto de 2017, de http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-84862017000100004&lng=pt&tlng=pt


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